Apresentação
O BLOCKINFRA é um programa para engenheiros, arquitetos e agrimensores que reúne, num só arquivo de projeto, o georreferenciamento (SIGEF), o modelo do terreno e o projeto completo de loteamento com a sua infraestrutura: sistema viário, quadras e lotes, greides e terraplenagem, drenagem pluvial, esgoto, água, energia e iluminação, pavimentação, estradas vicinais, orçamento e viabilidade.
Tudo o que o programa calcula vai para o desenho e pode ser editado. Quando você muda uma rua, as quadras e as redes que dependem dela são refeitas. As peças técnicas (memoriais, planilhas, plantas, perfis) saem em PDF, Word, Excel e DXF com o timbrado do seu escritório.
Requisitos e instalação
- Windows 10 ou 11 de 64 bits. Recomendados 8 GB de memória, ou 16 GB para nuvens de pontos grandes de drone.
- Baixe o instalador em blockinfra.com.br e execute. O programa se instala na pasta do usuário, sem pedir senha de administrador.
- Internet só é necessária para ativar a licença, buscar mapas de satélite, o relevo de 30 m, as chuvas da ANA e as atualizações. O resto funciona sem conexão.
Licença
Ao abrir pela primeira vez, escolha Teste grátis (14 dias, todos os módulos) ou digite a chave comprada. A licença anual vale para dois computadores. Sem licença válida o programa abre em somente leitura: você consulta tudo, mas não salva nem exporta.
A compra e a renovação são feitas dentro do programa, em AJUDA ▸ Licença ▸ Comprar ou renovar, com pagamento por PIX. A chave é liberada automaticamente assim que o pagamento é confirmado.

Licença: teste, ativação e compra por PIX
Primeiros passos
Este roteiro leva um terreno do documento da matrícula até o orçamento. É o caminho mais curto para conhecer o programa. Cada passo remete ao capítulo com os detalhes.
- Novo projeto. INÍCIO ▸ Novo. Em PROJETO ▸ Sistema de coordenadas, escolha SIRGAS 2000 no fuso UTM da área (o programa sugere o fuso quando você importa um documento georreferenciado).
- Terreno. IMPORTAR ▸ Delimitação do terreno. Abra o memorial ou a planta em PDF da matrícula (ou a planilha do SIGEF, KML, DXF ou TXT). Confira a área calculada com a do documento e diga o papel de cada polígono: gleba, área a descontar ou área institucional que fica no loteamento.
- Relevo. Marque "Gerar terreno e curvas" na importação, ou use SUPERFÍCIE ▸ Terreno 30 m (relevo de satélite) ou SUPERFÍCIE ▸ MDT do drone quando tiver o levantamento.
- Foto de fundo. Aperte F9 (botão SATÉLITE na barra de status) para ver a imagem de satélite por baixo do desenho.
- Regras. LOTEAMENTO ▸ Dados e regras: área e testada mínimas do lote, comprimento máximo da quadra e porcentagens públicas da lei municipal.
- Ruas. LOTEAMENTO ▸ Traçar ruas. Informe as seções das vias, a testada e a profundidade do lote e a reserva pública. Clique em Aplicar no desenho: o programa testa as direções, liga todas as ruas e divide as quadras em lotes.
- Infraestrutura. LOTEAMENTO ▸ Processar loteamento. Em poucos segundos saem os greides, a terraplenagem, a drenagem com bocas de lobo, o esgoto, a água, a energia e a pavimentação.
- Conferência. LOTEAMENTO ▸ Quadro e verificação confere as regras. Ajuste o que precisar (mover divisa, fundir lotes, mudar uma rua) e processe de novo.
- Preços e orçamento. ORÇAMENTO ▸ Banco de preços (SINAPI, SICRO ou tabela própria) e ORÇAMENTO ▸ Orçamento. A planilha junta os quantitativos de todos os módulos.
- Peças técnicas. Planta do loteamento, memoriais, perfis das redes e exportação em DXF, KMZ ou shapefile.

Projeto processado: lotes, ruas e redes sobre o relevo
A tela do programa
- Faixa de comandos (no alto): uma aba para cada etapa do trabalho. Passe o mouse sobre um botão para ver o que ele faz.
- Desenho (no centro): rode a roda do mouse para aproximar, segure o botão do meio para arrastar. Clique para selecionar; arraste para selecionar por janela.
- Camadas (à esquerda): ligue, desligue, bloqueie e mude a cor das camadas. Cada módulo usa camadas próprias (LOT_, DRN_, ESG_, AGUA_, ENE_).
- Propriedades (à esquerda, embaixo): dados do objeto selecionado.
- Pontos (à direita): lista dos pontos do levantamento, com filtro por nome ou código.
- Linha de comando (embaixo): mostra o histórico do que o programa fez e aceita comandos e coordenadas digitadas.
- Barra de status: coordenadas do cursor, OSNAP (F3), ORTHO (F8), SATÉLITE (F9), sistema de coordenadas e situação da licença. Quando existe versão nova, aparece um botão verde de atualização.

Aba INÍCIO
INÍCIO
Arquivo e edição
- Novo, Abrir, Salvar, Salvar como. O projeto é um único arquivo GeoPackage (.gpkg), que outros programas de SIG também abrem.
- Recentes e tela inicial: ao abrir o programa aparecem os últimos projetos abertos ou salvos (nome, pasta e data); duplo clique abre. Também tem Novo projeto, Abrir e Primeiros passos. A mesma tela abre pelo botão Recentes, e dá para desligá-la ao iniciar.

Tela inicial com os projetos recentes
- Desfazer (Ctrl+Z) e Refazer (Ctrl+Y). Os dois botões ficam sempre à vista, à esquerda das abas. Toda operação, inclusive os cálculos que desenham redes, é um passo de desfazer.
- Apagar (Del) e Mover.
Desenho, camadas e consulta
- Ponto, Linha, Polilinha, Círculo, Arco, Texto. Clique no desenho ou digite as coordenadas na linha de comando (veja Atalhos e comandos).
- Camada atual: os objetos novos vão para ela.
- Distância: distância, azimute, ΔE e ΔN entre dois pontos. Coordenada: E, N e cota de um ponto.
- Extensão (Ctrl+E), Aproximar, Afastar.
IMPORTAR

Aba IMPORTAR
Pontos TXT/CSV
Pontos de estação total, GNSS ou coletora. A janela mostra as primeiras linhas e você indica a ordem das colunas (nome, E, N, cota, código), o separador e a camada de destino.
DXF
Traz linhas, polilinhas, textos e pontos de um DXF, mantendo as camadas.
Delimitação do terreno
Lê o perímetro da gleba a partir dos documentos do imóvel:
- PDF de memorial descritivo ou de planta com tabela de vértices (coordenadas UTM), inclusive números colados pelo CAD;
- SIGEF: planilha ODS ou shapefile;
- KML ou KMZ do Google Earth;
- DXF e TXT/CSV de pontos.
A janela lista os polígonos encontrados com área e perímetro, para você conferir com o documento, e pede o papel de cada um:
- Gleba: o limite do loteamento;
- Descontar da gleba: área que sai do loteamento;
- Área institucional: área já doada que fica dentro da gleba e conta como doação (por exemplo, o terreno de uma creche);
- Só desenhar ou Não importar.
Marque "Gerar terreno e curvas" para já trazer o relevo de 30 m da área.
Mapa de satélite
Busque o endereço ou o município, marque a área no mapa e traga para o desenho com terreno e curvas de nível. A imagem (Esri) serve de referência e não é gravada no projeto.

Mapa de satélite: busca e marcação da área
Google Earth
Polígonos, linhas e pontos de KML/KMZ. Com um projeto vazio, o programa escolhe o fuso UTM da área. Pode gerar em seguida o terreno e as curvas da área importada.
GEORREFERENCIAMENTO

Aba GEORREFERENCIAMENTO
- Perímetro da seleção: transforma a poligonal fechada selecionada num perímetro SIGEF.
- Dados SIGEF: identificação do imóvel e do credenciado, perímetros, vértices (tipo, método de posicionamento, precisões), validação pelas mesmas regras da extensão oficial do INCRA e geração da planilha ODS no modelo oficial. Também gera o memorial descritivo (PDF e Word) e a planta com a planta de situação.
- Cota → h elipsoidal: converte a altitude dos pontos em altitude elipsoidal pelo modelo hgeoHNOR2020 do IBGE.
- Validar ODS: confere uma planilha do SIGEF feita em qualquer programa.

Dados SIGEF: perímetros, vértices e validação
SUPERFÍCIE

Aba SUPERFÍCIE
Criar o modelo do terreno
- Nova superfície: TIN a partir de pontos, linhas de quebra e curvas existentes, com filtro de picos e faixa de cotas.
- MDT do drone: GeoTIFF (MDT ou MDS) ou nuvem de pontos LAS/LAZ do processamento do drone.
- Terreno 30 m: relevo de satélite (Copernicus GLO-30 ou SRTM) só da área do projeto, para estudo preliminar.
- Superfícies: lista, edita e exclui as superfícies do projeto.

Nova superfície
Análises
- Curvas de nível: equidistância de 1, 2, 3, 5, 10 ou 20 m, com cota nas mestras ou em todas as curvas, e opção de limitar ao polígono da gleba.
- Declividade: áreas por classe (EMBRAPA ou Lei 6.766, com a faixa de 30 %).
- Perfil: perfil longitudinal das superfícies ao longo da polilinha selecionada.
- Volumes: corte e aterro entre superfícies ou contra uma cota de platô. Seções: volumes por seções ao longo de um eixo, com diagrama de Brückner.
- Bacia e Talvegues: bacia de contribuição de um exutório (área, talvegue, tempo de concentração) e a drenagem natural do terreno.
- Importar e Exportar LandXML: troca de superfícies com o Civil 3D e outros programas.

Volumes entre superfícies
LOTEAMENTO

Aba LOTEAMENTO
Dados e regras
Nome do loteamento, município, responsável técnico e as regras urbanísticas: área e testada mínimas do lote, comprimento máximo da quadra, porcentagens mínimas de área verde e institucional, declividade máxima. A verificação usa essas regras.

Dados e regras do loteamento
Definir categoria
Diz se as polilinhas selecionadas são gleba, quadra, lote, viário, área verde, institucional, lazer, APP, faixa não edificável ou restrição. Útil para aproveitar um desenho feito em outro programa.
Seções-tipo
Cadastro das seções das vias: pista, ciclovia, estacionamento, canteiro e calçadas de cada lado. O programa já traz seções de 6 a 26 m. A largura mínima de cada tipo de via é a da lei municipal.

Seções-tipo das vias
Traçar ruas
Gera a malha de ruas que dá mais lotes válidos na gleba:
- Escolha as seções das ruas principais e transversais.
- Informe testada e profundidade do lote e quanto a cabeça de lote (lote de esquina) tem de testada a mais.
- Informe o comprimento máximo da quadra e a porcentagem de áreas públicas.
- Escolha a direção: automática (testa todas), seguindo as curvas de nível ou paralela ao lado maior da gleba.
- Calcular alternativas mostra a tabela com lotes válidos, porcentagem de lotes, viário e áreas públicas. Clique numa linha para ver a prévia.
- Aplicar no desenho grava eixos, quadras, lotes, áreas verdes e a numeração. Sem calcular antes, ele calcula e aplica a melhor.
O comprimento da quadra é calculado para caber um número inteiro de lotes com as duas cabeças maiores, sem retalho. Todas as ruas saem ligadas entre si por dentro da gleba. Áreas públicas que já existem no desenho (por exemplo, a área institucional da creche) contam na reserva, as ruas passam por fora delas e a área verde que falta é doada nos lotes encostados nelas.

Traçar ruas: parâmetros, alternativas e prévia
A malha é um ponto de partida. Confira acessos à via existente, declividade (acima de 30 % não pode lotear), APP e as diretrizes da prefeitura.
Ajustar o limite da gleba
Depois de traçar as ruas, você pode diminuir ou corrigir o limite do terreno editando o polígono da gleba (mover um vértice, por exemplo). O programa ajusta sozinho:
- as áreas públicas são cortadas no limite novo (as que ficaram fora saem);
- as quadras são refeitas pelas ruas dentro da gleba nova; só as que mudaram são redivididas, com as mesmas opções, e os lotes bloqueados ficam;
- lotes pequenos demais são fundidos e a numeração é refeita.
A edição e o ajuste são um passo só de Desfazer. Redes e greides continuam os do traçado anterior: use Processar loteamento de novo.
Eixo de via, curvas e Gerar quadras
Para traçar à mão: desenhe as polilinhas dos eixos, use Eixo de via para dar nome e seção, Curvas horizontais para concordar os vértices e Gerar quadras para criar faixa viária, leito carroçável, meio-fio e quadras. Mudando um eixo, as quadras se refazem.

Gerar quadras
Parcelamento e lotes
- Dividir quadra: por frente ou por área, com uma ou duas fileiras.
- Otimizar: testa arranjos e frentes e propõe a divisão com mais lotes dentro das regras.
- Numerar: numera quadras e lotes e escreve número e área.
- Fundir, Dividir lote, Mover divisa, Bloquear, Categoria: ajustes lote a lote. Lotes bloqueados não mudam nas redivisões.

Otimizar a divisão das quadras
Processar loteamento
Com o parcelamento pronto (gleba, ruas e lotes) e o terreno natural no projeto, Processar loteamento executa todas as fases da infraestrutura, na ordem da obra:
- greides das vias;
- terraplenagem (vias e platôs dos lotes);
- drenagem pluvial: rede, dimensionamento e bocas de lobo;
- esgoto sanitário: rede e dimensionamento;
- rede de água: rede em malha e dimensionamento;
- energia e iluminação pública;
- pavimentação.
As redes usam as cotas das ruas acabadas (superfície projetada). Sem equação de chuva, a drenagem usa a do Atlas do SGB mais próxima e avisa. No fim aparece o resumo de cada fase com os avisos. Remover processamento apaga redes, energia, greides e a superfície projetada e mantém o parcelamento e o terreno.

Resumo do processamento
Greides e terraplenagem
- Greides: sugestão otimizada do greide de cada via (rampas mínima e máxima, parâmetro K das curvas verticais), com edição dos PVIs. As vias que se cruzam ficam amarradas na mesma cota.
- Terraplenagem: volumes de corte e aterro das vias e dos platôs, empolamento e contração, Brückner, distância média de transporte e mapa de corte e aterro.

Greides das vias

Terraplenagem
Pranchas
Pranchas gera o conjunto de desenhos do projeto num PDF vetorial, com folhas de A0 a A3 (NBR 10068), carimbo com o timbrado do escritório e as folhas numeradas (01/NN):
- Localização e situação: a planta de situação sobre a imagem de satélite ou a ortofoto do drone (GeoTIFF), com a grade UTM georreferenciada e os valores de E e N na moldura, vértices numerados, norte e escala gráfica; a planta de localização do entorno; o quadro de coordenadas da gleba (E, N, distância e azimute), área, perímetro e as notas do sistema de referência.
- Urbanística: a planta de parcelamento com quadro de áreas e quadras.
- Redes em planta: drenagem, esgoto e água sobre o parcelamento, com o nome e as cotas dos PVs, extensão, declividade e diâmetro de cada trecho, sentido do escoamento, bocas de lobo, lançamentos, quadro-resumo e notas.
- Perfis longitudinais no padrão ABNT/DNIT: escala horizontal 1:1000 e vertical 1:100, estacas a cada 20 m, terreno, geratrizes do tubo, PVs e a faixa de dados (PV, estaca, cotas do terreno e do fundo, profundidade, extensão, declividade e diâmetro).
- Detalhes de execução: seção-tipo das vias com as camadas do pavimento dimensionado, vala e reaterro, poço de visita, boca de lobo com o rebaixo, meio-fio e sarjeta e as ligações prediais.
Processe o loteamento antes, para as redes e os perfis entrarem no conjunto.

Pranchas: folhas, formato e imagem de fundo

Exemplo: prancha de localização e situação (A1)
Análise e peças técnicas
- Quadro e verificação: quadro de áreas (lotes, viário, verdes, institucional) e verificação das regras lote a lote, com ida ao lote no desenho.
- Cenários: salva, alterna e compara alternativas de projeto.
- Memoriais: memorial descritivo dos lotes selecionados ou de todos.
- Planta: planta de parcelamento em PDF (A4 a A0) com quadro de áreas e carimbo.
- Exportar: KMZ/KML, GeoJSON, shapefile, planilha XLSX e relatório Word.

Quadro e verificação

Cenários
DRENAGEM

Aba DRENAGEM
- Chuva e critérios: equação de chuva (IDF) do local. Escolha uma estação do Atlas Pluviométrico do SGB (a mais próxima aparece primeiro) ou Calcular pela ANA, que baixa a série diária de um posto, ajusta Gumbel ou GEV e desagrega para chuvas curtas. Defina período de retorno, tempo de concentração inicial, coeficientes de escoamento, sarjetas (lâmina máxima, declividade transversal) e bocas de lobo (tipo, abertura, rebaixo junto à boca e eficiência).
- Gerar rede: PVs e galerias pelas ruas, com um lançamento em cada ponto baixo da divisa ou fim de rua. Selecione antes um ponto para fixar o lançamento.
- Lançamento e Diâmetro: marcam um PV como saída e impõem ou liberam o diâmetro de galerias.
- Dimensionar: método racional e Manning, com vazões, diâmetros, declividades, cotas e planilha.
- Bocas de lobo: verifica as sarjetas (Izzard, fator de redução DAEE/CETESB) e posiciona bocas e ramais.
- Perfis, Materiais e Memorial: perfis de cada ramo (no desenho e em PDF), lista de materiais e memorial em Word.

Chuva e critérios

Resultado do dimensionamento
ÁGUA

Aba ÁGUA
- Parâmetros: consumo per capita, habitantes por lote, coeficientes do dia e da hora de maior consumo, pressões mínima e máxima, velocidade máxima e diâmetros comerciais (NBR 12218).
- Gerar rede: rede em malha em todas as ruas; selecione um ponto para o reservatório, ou o programa usa o ponto mais alto da divisa.
- Reservatório e Diâmetro: mudam o nó de carga fixa e impõem diâmetros.
- Dimensionar: cálculo da malha por Newton-Raphson (Hazen-Williams), pressões nos nós e diâmetros.
- Materiais e Memorial: tubos, conexões, registros, ligações prediais, vala e reservatório.

Parâmetros da rede de água

Resultado da rede de água
ESGOTO

Aba ESGOTO
- Parâmetros: contribuição, população, coeficiente de retorno, critérios da NBR 9649 (tensão trativa, lâmina máxima, recobrimento) e a opção vários lançamentos, uma bacia por ponto baixo, com elevatória onde precisar.
- Gerar rede: coletores em todas as ruas. Trechos que fechariam um circuito da malha ganham coletor próprio a partir de um terminal de limpeza (TIL). Com um lançamento só, o programa avisa quando a rede atravessa um espigão.
- Dimensionar: vazões de início e fim de plano, diâmetros, declividades, tensão trativa e planilha.
- Tratamento: dimensiona e compara fossa com filtro anaeróbio, UASB, lagoas e sistema australiano (NBR 7229, NBR 13969, CONAMA 430).
- Perfis, Materiais e Memorial.

Parâmetros do esgoto

Tratamento do esgoto
Esgoto de cidade inteira
Para o sistema de esgotamento sanitário de um município inteiro, sem loteamento desenhado:
- Base do município (grupo *Cidade inteira*): escolha a UF e o município, o ano de início de operação e o alcance do plano (20 anos pela NBR 9648). O programa traz para o desenho o limite do município, os setores censitários com a população do Censo 2022 (IBGE) e as ruas do OpenStreetMap, e faz o estudo populacional (taxa geométrica entre o Censo e a estimativa mais recente do IBGE, ou a taxa que você informar). Na primeira vez ele baixa a população por setor do IBGE (arquivo nacional de cerca de 15 MB, guardado para as próximas vezes). Em seguida oferece o relevo de satélite (Copernicus 30 m), filtrado para tirar casas e árvores do modelo de superfície.
- A área de atendimento (camada CID_AREA_ATENDIMENTO) é editável: recorte-a para deixar um loteamento ainda vazio para uma etapa futura e importe de novo a base; a população de cada setor passa para as ruas que ficaram dentro. Os setores rurais dispersos ficam com solução individual.
- Gerar rede: com a base do município, a rede é traçada por todas as ruas atendidas. Cada parte da malha sem ligação por rua é um sistema; dentro dele, a rede cresce por gravidade enquanto nenhum poço passa da profundidade máxima (Parâmetros); o que ficaria mais fundo vira outra bacia de esgotamento, com estação elevatória (EEE) no ponto baixo e linha de recalque pelas ruas até a rede. Selecione pontos antes para fixar os lançamentos.
- Dimensionar: a população de cada coletor vem da densidade das ruas; as vazões recalcadas entram no PV de chegada. O resultado lista as elevatórias dimensionadas pela NBR 12208 (vazão, recalque por Bresse, altura manométrica, potência e volume útil do poço).
- Documentos do pleito: gera numa pasta a lista de peças do Ministério das Cidades (com o que foi gerado e o que falta, do projetista e do município), o estudo de concepção (NBR 9648, com as alternativas de uma ETE por sistema ou ETE única com reversão), o memorial descritivo e de cálculo, a planilha de cálculo, as pranchas (planta geral com a articulação, folhas da rede em 1:2.000, perfis e detalhes), a lista de materiais e, com o banco SINAPI importado na aba ORÇAMENTO, a planilha orçamentária com BDI e curva ABC.
- Elevatórias e ETE (grupo *Peças técnicas*, vale também para loteamento): gera a memória de cálculo em Word e as pranchas em PDF (A2) do detalhamento. Para cada estação elevatória: poço úmido (diâmetro, altura e volume úteis, ciclo de partidas, detenção), níveis de liga, desliga, alarme e fundo, bombas (1 + 1), recalque em PEAD, altura manométrica, potência, curva do sistema e golpe de aríete, com o detalhe-tipo em planta e corte e o quadro de todas as elevatórias. Para cada estação de tratamento: tratamento preliminar (grade, desarenador, calha Parshall), reator ou tanque séptico com filtro, lodo e leitos de secagem, biogás, fluxograma, arranjo em escala com o terreno necessário e o corte esquemático. Os Documentos do pleito já incluem essas duas peças.
O estudo com relevo de satélite serve à concepção; o projeto básico pede levantamento planialtimétrico (NBR 13133), sondagens e os projetos complementares das elevatórias e da ETE, que a lista de peças aponta como pendentes.
ENERGIA

Aba ENERGIA
- Parâmetros: espaçamento dos postes, demanda por lote, transformadores disponíveis e classes de iluminação da NBR 5101.
- Projetar: postes, iluminação pública, transformadores e rede no desenho, com planilha.
- Materiais e Memorial.

Parâmetros de energia
PAVIMENTAÇÃO

Aba PAVIMENTAÇÃO
- Parâmetros: pavimento e tráfego (número N) por tipo de via: CBUQ, TSD, paralelepípedo, intertravado, CBUQ sobre paralelepípedo ou revestimento primário; CBR do subleito e espessuras de referência.
- Dimensionar: estruturas pelo método do DNIT e quantitativos das ruas (pista, meio-fio, calçada), com planilha e memorial.

Parâmetros da pavimentação

Estruturas de pavimento
ESTRADAS

Aba ESTRADAS
Para estradas vicinais e acessos:
- Eixo: a polilinha selecionada vira eixo de estrada, com classe, plataforma, taludes e pavimento.
- Curvas: curvas horizontais circulares nos vértices (raio mínimo da classe).
- Greide: sugerido pela rampa máxima e K mínimo da classe, ou editado.
- Calcular: seções, volumes, Brückner, pavimento, drenagem superficial e bueiros nos talvegues; notas de serviço, seções em PDF e memorial.
OAE
Pontes e passagens molhadas: do estudo da cheia às peças do pleito.
- Eixo da travessia: selecione a polilinha desenhada de uma margem à outra pelo eixo da estrada. O programa lê a seção do rio no terreno ao longo dela. Sem superfície, a seção topobatimétrica é digitada em Dados da obra.
- Bacia: indique o ponto da travessia no talvegue. A área, o talvegue e o desnível da bacia vão para os dados da obra. O levantamento da obra quase nunca cobre a bacia inteira: quando ela passa do terreno carregado (ou o projeto não tem terreno), o programa oferece buscar o relevo regional pela localização. Ele baixa o Copernicus (ESA) em volta do ponto, aumenta a área enquanto a bacia encostar na borda e, quando ela fecha, refaz a conta na grade mais fina que couber (30 m nas bacias pequenas). O contorno e o talvegue entram no desenho e a fonte é citada no memorial. É modelo de superfície, com erro vertical de 2 a 4 m: confira o contorno sobre a imagem de satélite (F9), principalmente em relevo plano. Com a bacia fechada, o programa oferece estimar também o CN e o C pela localização: cruza o uso do solo (ESA WorldCover, 10 m, de 2021) com o mapa de solos do IBGE (BDIA, 1:250.000), enquadra cada solo no grupo hidrológico A a D (Sartori, Lombardi Neto e Genovez, 2005), aplica os CN das tabelas do NRCS (TR-55, condição de umidade II) e pondera pela área. O C do método racional segue o mesmo caminho, com as faixas da Tabela 39 do Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT (IPR-724): áreas florestais 0,10 a 0,25, prados e campinas 0,10 a 0,40, terrenos cultivados 0,15 a 0,40, solos sem revestimento 0,10 a 0,30 (permeabilidade moderada) ou 0,40 a 0,65 (baixa); a área construída vem da Tabela 24 do Manual de Hidrologia Básica (IPR-715), 0,60 a 0,75. Dentro de cada faixa, o programa usa o mínimo no solo do grupo A e o máximo no do grupo D; a declividade do terreno não entra. O memorial traz a tabela de uso do solo, grupo, área, CN e C. São valores de partida: confira em Dados da obra com o que você conhece do local (se alterar o CN ou o C à mão, a tabela sai do memorial). Se o servidor do IBGE não responder, o programa pede o grupo do solo e calcula só com o uso do solo. Para rio grande com estudo próprio, digite a área ou as vazões em Dados da obra.
- Dados da obra: o tipo (passagem molhada, ponte em laje, em vigas de concreto armado, em vigas pré-moldadas protendidas ou mista de aço e concreto) e o nível do cálculo (só hidrologia, hidráulica e geometria; pré-dimensionamento com verificações; cálculo estrutural completo). Abas para a bacia e a chuva, a seção do rio, a passagem molhada, a ponte e as fundações (sondagem SPT por metro).
- Calcular: vazões para vários tempos de recorrência (método racional até 4 km², com coeficiente de distribuição até 10 km² e hidrograma unitário do SCS acima disso; no hidrograma, a chuva da equação, que é de um posto, é reduzida pelo fator de área do DNIT, FA = 1 − 0,10 · log(A / 25), a partir de 25 km²), nível da cheia na seção do rio e a obra:
- Passagem molhada: capacidade dos bueiros mais o galgamento da pista, lâmina e velocidade sobre a pista em cada cheia, trafegabilidade, estabilidade do corpo (tombamento, deslizamento, flutuação, tensões e percolação) e a proteção de jusante (bacia de dissipação e enrocamento). - Ponte: tempo de recorrência e folga pela Instrução Normativa nº 8/2026 do DNIT, abertura pela velocidade, remanso, folga sob a superestrutura, erosão nos encontros e pilares, greide, vãos, superestrutura pelas cargas da NBR 7188 (TB-450 ou TB-240) com linhas de influência, aparelhos de apoio, encontros, pilares e fundações em estacas ou tubulões pela sondagem (Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma). A obra é desenhada em planta sobre o eixo e no perfil da travessia ao lado do desenho.
- Memorial, Pranchas (perfil da travessia e seção transversal-tipo) e Documentos do pleito: memorial, pranchas, quantitativos, orçamento (com o banco SICRO ou SINAPI importado) e a lista de peças por órgão: Defesa Civil (MIDR), Transferegov e CAIXA, DNIT, Codevasf e ações de estradas vicinais.
Os quantitativos da obra entram no ORÇAMENTO. O programa entrega estudo e pré-dimensionamento: levantamento topobatimétrico, sondagens em cada apoio e o detalhamento executivo da estrutura continuam necessários, e o memorial lista esses limites.
Em bacia grande o cálculo avisa: acima de 1000 km² pede a conferência da vazão com estudo regional, e acima de 5000 km² diz que o resultado é só indicativo, porque o hidrograma unitário com a chuva de um posto não representa açudes nem a propagação da cheia. Nesses rios, informe em Dados da obra as vazões de um estudo hidrológico próprio (série fluviométrica, regionalização).
SONDAGEM
A aba SONDAGEM programa os furos, gera o documento que vai para a empresa de sondagem e guarda o resultado de cada furo.
- Marcar furos: clique no desenho em cada ponto a sondar (Esc termina). Cada furo ganha um nome (SP-01, SP-02…), o símbolo no desenho e a cota lida da superfície do projeto no ponto.
- Furos automáticos: selecione a polilinha fechada com a projeção da edificação ou com a área a investigar (sem seleção, vale a gleba do loteamento) e escolha o critério da ABNT NBR 8036. Para edificação, a quantidade sai da área da projeção em planta: uma sondagem a cada 200 m² até 1200 m², uma a cada 400 m² entre 1200 e 2400 m², com o mínimo de duas até 200 m² e de três até 400 m²; acima de 2400 m² a norma manda fixar pelo plano da construção e o programa segue com uma a cada 400 m², para você confirmar. Para área sem implantação definida (loteamento, estudo preliminar), a distância máxima entre furos é de 100 m, com o mínimo de três. Os furos são distribuídos igualmente pela área e, quando são mais de três, não ficam num mesmo alinhamento.
- Furos da obra de arte: com a ponte ou a passagem molhada calculada, o programa propõe um furo em cada encontro e em cada pilar da ponte, ou nas pontas e no meio da passagem molhada, sobre o eixo da travessia.
- Furos: a tabela com nome, coordenadas, cota, profundidade mínima e tipo (percussão com SPT, mista, rotativa ou trado) de cada furo, o nome da obra, a finalidade e o texto de execução e paralisação. Remova aqui o furo que não quiser.
- Memorial descritivo: documento em Word para enviar à executora, com o objeto, o sistema de coordenadas, a tabela de locação (E, N, latitude, longitude, cota e profundidade mínima de cada furo), as normas, as condições de execução e os produtos a entregar. Depois da tabela vem o croqui de locação: os furos com os nomes sobre a imagem de satélite georreferenciada, a malha de coordenadas na moldura, o norte, a escala gráfica e a lista com o E e o N de cada furo, para a executora achar os pontos no campo. Sem internet ou sem sistema de coordenadas, o croqui sai só com a malha. Sai com o seu timbre e a sua assinatura.
- Pontos (CSV e KML): a mesma lista em planilha e em KML, para o GPS de campo e o Google Earth.
- Boletim: quando a sondagem voltar, lance o N do SPT de cada metro, o nível d'água e o impenetrável de cada furo. Marque a opção para levar o furo às fundações da obra de arte.
A profundidade mínima e o critério de paralisação são decisão do projetista: o programa sugere 15 m e um texto que remete à NBR 6484, e você ajusta em Furos. As cotas da tabela são de referência; a executora nivela a boca de cada furo.
ORÇAMENTO

Aba ORÇAMENTO
- Banco de preços: importe o SINAPI, o SICRO ou a tabela do escritório (CSV ou XLSX com código, descrição, unidade e preço), defina o BDI e a referência.
- Orçamento: a planilha junta os quantitativos de todos os módulos. Antes de abrir, o programa confere se alguma rede falta ou não cobre as ruas, se faltam bocas de lobo e qual pavimento cada tipo de via recebeu. Dê duplo clique num serviço para escolher o item do banco. Saídas em PDF e XLSX, e a lista de serviços para precificar.
- Viabilidade: fluxo de caixa do empreendimento com VPL, TIR, payback e exposição máxima.

Banco de preços

Planilha orçamentária

Viabilidade
EXPORTAR
- DXF: o desenho com todas as camadas, para AutoCAD, Civil 3D e outros.
- Pontos TXT/CSV: os pontos do levantamento.
PROJETO

Aba PROJETO
- Sistema de coordenadas do projeto (SIRGAS 2000 UTM, SAD 69 e outros).
- Dados do projeto.
- Identidade do escritório: timbrado, logomarca e dados da empresa usados em todas as peças técnicas.
- Copiloto: assistente de engenharia que conhece o resumo do projeto aberto.
- Vista 3D: terreno, superfície projetada e redes enterradas em 3D, com exportação OBJ. Em Cores escolha entre altitude, uso do solo (lotes, ruas, áreas verdes e institucionais) ou cor única; com o loteamento projetado, a vista enquadra o projeto e o terreno natural aparece em volta, em tom neutro.

Identidade do escritório

Vista 3D
AJUDA

Aba AJUDA
- Manual do usuário: este manual, com índice e busca. Fica aberto ao lado do desenho enquanto você trabalha.
- Primeiros passos e Atalhos e comandos: abrem o manual direto nesses capítulos.
- Suporte (F1): diagnóstico do programa, e-mail para o suporte e pacote com os registros de erro.
- Atualizações: procura e instala a versão nova pelo próprio programa. O aviso também aparece sozinho ao abrir e como botão verde na barra de status.
- Licença e Sobre.

Suporte
Atalhos e comandos
Teclas
| Tecla | Ação |
|---|---|
| Ctrl+N, Ctrl+O, Ctrl+S | Novo, Abrir, Salvar |
| Ctrl+Shift+S | Salvar como |
| Ctrl+Z, Ctrl+Y | Desfazer, Refazer |
| Del | Apagar a seleção |
| Ctrl+E | Zoom na extensão |
| F1 | Suporte |
| F3 | OSNAP (captura de pontos) |
| F8 | ORTHO (só horizontal e vertical) |
| F9 | Imagem de satélite de fundo |
| Esc | Cancela o comando em andamento |
| Enter (linha vazia) | Repete o último comando |
Comandos da linha de comando
| Comando | Ação |
|---|---|
| L | Linha |
| PL | Polilinha |
| C | Círculo |
| A | Arco |
| PO | Ponto |
| T | Texto |
| M | Mover |
| E ou DEL | Apagar |
| DI | Distância |
| ID | Coordenada |
| Z, ZE | Zoom na extensão |
| U | Desfazer |
| REFAZER | Refazer |
| LA | Camadas |
Coordenadas digitadas
| Entrada | Significado |
|---|---|
| 250000;9120000 | ponto absoluto (E;N); vírgula também separa |
| @10;5 | deslocamento a partir do último ponto |
| 25<45 | distância e ângulo a partir da origem |
| @25<45 | distância e ângulo a partir do último ponto |
| 25 | com a linha em andamento, distância na direção do cursor |
Colunas coladas de uma planilha (separadas por tabulação) também valem como coordenadas.
Perguntas frequentes
O programa abriu em somente leitura. A licença venceu ou o teste acabou. Use AJUDA ▸ Licença para ativar a chave ou renovar por PIX.
As redes ficaram com PVs muito fundos. Confira se as ruas estão ligadas entre si e se cada encosta tem o seu lançamento. No esgoto, marque "vários lançamentos" nos Parâmetros quando o terreno tem espigão.
O orçamento saiu com quantidades estranhas. Depois de mudar o traçado, gere as redes de novo (ou use Processar loteamento). O Orçamento avisa quando uma rede não cobre as ruas.
Não aparece a imagem de satélite. A imagem precisa de internet e da licença ativa. Aperte F9 de novo depois de conectar.
Como mando um problema para o suporte? AJUDA ▸ Suporte (F1): descreva o que aconteceu, clique em Gerar pacote de suporte e envie para contato@blockinfra.com.br.