BLOCKINFRA

Manual do BLOCKINFRA

Georreferenciamento, superfície, loteamento e infraestrutura urbana · versão 0.9.25 · baixar em PDF

Apresentação

O BLOCKINFRA é um programa para engenheiros, arquitetos e agrimensores que reúne, num só arquivo de projeto, o georreferenciamento (SIGEF), o modelo do terreno e o projeto completo de loteamento com a sua infraestrutura: sistema viário, quadras e lotes, greides e terraplenagem, drenagem pluvial, esgoto, água, energia e iluminação, pavimentação, estradas vicinais, orçamento e viabilidade.

Tudo o que o programa calcula vai para o desenho e pode ser editado. Quando você muda uma rua, as quadras e as redes que dependem dela são refeitas. As peças técnicas (memoriais, planilhas, plantas, perfis) saem em PDF, Word, Excel e DXF com o timbrado do seu escritório.

Requisitos e instalação

Licença

Ao abrir pela primeira vez, escolha Teste grátis (14 dias, todos os módulos) ou digite a chave comprada. A licença anual vale para dois computadores. Sem licença válida o programa abre em somente leitura: você consulta tudo, mas não salva nem exporta.

A compra e a renovação são feitas dentro do programa, em AJUDA ▸ Licença ▸ Comprar ou renovar, com pagamento por PIX. A chave é liberada automaticamente assim que o pagamento é confirmado.

Licença: teste, ativação e compra por PIX
Licença: teste, ativação e compra por PIX

Primeiros passos

Este roteiro leva um terreno do documento da matrícula até o orçamento. É o caminho mais curto para conhecer o programa. Cada passo remete ao capítulo com os detalhes.

  1. Novo projeto. INÍCIO ▸ Novo. Em PROJETO ▸ Sistema de coordenadas, escolha SIRGAS 2000 no fuso UTM da área (o programa sugere o fuso quando você importa um documento georreferenciado).
  2. Terreno. IMPORTAR ▸ Delimitação do terreno. Abra o memorial ou a planta em PDF da matrícula (ou a planilha do SIGEF, KML, DXF ou TXT). Confira a área calculada com a do documento e diga o papel de cada polígono: gleba, área a descontar ou área institucional que fica no loteamento.
  3. Relevo. Marque "Gerar terreno e curvas" na importação, ou use SUPERFÍCIE ▸ Terreno 30 m (relevo de satélite) ou SUPERFÍCIE ▸ MDT do drone quando tiver o levantamento.
  4. Foto de fundo. Aperte F9 (botão SATÉLITE na barra de status) para ver a imagem de satélite por baixo do desenho.
  5. Regras. LOTEAMENTO ▸ Dados e regras: área e testada mínimas do lote, comprimento máximo da quadra e porcentagens públicas da lei municipal.
  6. Ruas. LOTEAMENTO ▸ Traçar ruas. Informe as seções das vias, a testada e a profundidade do lote e a reserva pública. Clique em Aplicar no desenho: o programa testa as direções, liga todas as ruas e divide as quadras em lotes.
  7. Infraestrutura. LOTEAMENTO ▸ Processar loteamento. Em poucos segundos saem os greides, a terraplenagem, a drenagem com bocas de lobo, o esgoto, a água, a energia e a pavimentação.
  8. Conferência. LOTEAMENTO ▸ Quadro e verificação confere as regras. Ajuste o que precisar (mover divisa, fundir lotes, mudar uma rua) e processe de novo.
  9. Preços e orçamento. ORÇAMENTO ▸ Banco de preços (SINAPI, SICRO ou tabela própria) e ORÇAMENTO ▸ Orçamento. A planilha junta os quantitativos de todos os módulos.
  10. Peças técnicas. Planta do loteamento, memoriais, perfis das redes e exportação em DXF, KMZ ou shapefile.

Projeto processado: lotes, ruas e redes sobre o relevo
Projeto processado: lotes, ruas e redes sobre o relevo

A tela do programa

Aba INÍCIO
Aba INÍCIO

INÍCIO

Arquivo e edição

Tela inicial com os projetos recentes
Tela inicial com os projetos recentes

Desenho, camadas e consulta

IMPORTAR

Aba IMPORTAR
Aba IMPORTAR

Pontos TXT/CSV

Pontos de estação total, GNSS ou coletora. A janela mostra as primeiras linhas e você indica a ordem das colunas (nome, E, N, cota, código), o separador e a camada de destino.

DXF

Traz linhas, polilinhas, textos e pontos de um DXF, mantendo as camadas.

Delimitação do terreno

Lê o perímetro da gleba a partir dos documentos do imóvel:

A janela lista os polígonos encontrados com área e perímetro, para você conferir com o documento, e pede o papel de cada um:

Marque "Gerar terreno e curvas" para já trazer o relevo de 30 m da área.

Mapa de satélite

Busque o endereço ou o município, marque a área no mapa e traga para o desenho com terreno e curvas de nível. A imagem (Esri) serve de referência e não é gravada no projeto.

Mapa de satélite: busca e marcação da área
Mapa de satélite: busca e marcação da área

Google Earth

Polígonos, linhas e pontos de KML/KMZ. Com um projeto vazio, o programa escolhe o fuso UTM da área. Pode gerar em seguida o terreno e as curvas da área importada.

GEORREFERENCIAMENTO

Aba GEORREFERENCIAMENTO
Aba GEORREFERENCIAMENTO

Dados SIGEF: perímetros, vértices e validação
Dados SIGEF: perímetros, vértices e validação

SUPERFÍCIE

Aba SUPERFÍCIE
Aba SUPERFÍCIE

Criar o modelo do terreno

Nova superfície
Nova superfície

Análises

Volumes entre superfícies
Volumes entre superfícies

LOTEAMENTO

Aba LOTEAMENTO
Aba LOTEAMENTO

Dados e regras

Nome do loteamento, município, responsável técnico e as regras urbanísticas: área e testada mínimas do lote, comprimento máximo da quadra, porcentagens mínimas de área verde e institucional, declividade máxima. A verificação usa essas regras.

Dados e regras do loteamento
Dados e regras do loteamento

Definir categoria

Diz se as polilinhas selecionadas são gleba, quadra, lote, viário, área verde, institucional, lazer, APP, faixa não edificável ou restrição. Útil para aproveitar um desenho feito em outro programa.

Seções-tipo

Cadastro das seções das vias: pista, ciclovia, estacionamento, canteiro e calçadas de cada lado. O programa já traz seções de 6 a 26 m. A largura mínima de cada tipo de via é a da lei municipal.

Seções-tipo das vias
Seções-tipo das vias

Traçar ruas

Gera a malha de ruas que dá mais lotes válidos na gleba:

  1. Escolha as seções das ruas principais e transversais.
  2. Informe testada e profundidade do lote e quanto a cabeça de lote (lote de esquina) tem de testada a mais.
  3. Informe o comprimento máximo da quadra e a porcentagem de áreas públicas.
  4. Escolha a direção: automática (testa todas), seguindo as curvas de nível ou paralela ao lado maior da gleba.
  5. Calcular alternativas mostra a tabela com lotes válidos, porcentagem de lotes, viário e áreas públicas. Clique numa linha para ver a prévia.
  6. Aplicar no desenho grava eixos, quadras, lotes, áreas verdes e a numeração. Sem calcular antes, ele calcula e aplica a melhor.

O comprimento da quadra é calculado para caber um número inteiro de lotes com as duas cabeças maiores, sem retalho. Todas as ruas saem ligadas entre si por dentro da gleba. Áreas públicas que já existem no desenho (por exemplo, a área institucional da creche) contam na reserva, as ruas passam por fora delas e a área verde que falta é doada nos lotes encostados nelas.

Traçar ruas: parâmetros, alternativas e prévia
Traçar ruas: parâmetros, alternativas e prévia

A malha é um ponto de partida. Confira acessos à via existente, declividade (acima de 30 % não pode lotear), APP e as diretrizes da prefeitura.

Ajustar o limite da gleba

Depois de traçar as ruas, você pode diminuir ou corrigir o limite do terreno editando o polígono da gleba (mover um vértice, por exemplo). O programa ajusta sozinho:

  1. as áreas públicas são cortadas no limite novo (as que ficaram fora saem);
  2. as quadras são refeitas pelas ruas dentro da gleba nova; só as que mudaram são redivididas, com as mesmas opções, e os lotes bloqueados ficam;
  3. lotes pequenos demais são fundidos e a numeração é refeita.

A edição e o ajuste são um passo só de Desfazer. Redes e greides continuam os do traçado anterior: use Processar loteamento de novo.

Eixo de via, curvas e Gerar quadras

Para traçar à mão: desenhe as polilinhas dos eixos, use Eixo de via para dar nome e seção, Curvas horizontais para concordar os vértices e Gerar quadras para criar faixa viária, leito carroçável, meio-fio e quadras. Mudando um eixo, as quadras se refazem.

Gerar quadras
Gerar quadras

Parcelamento e lotes

Otimizar a divisão das quadras
Otimizar a divisão das quadras

Processar loteamento

Com o parcelamento pronto (gleba, ruas e lotes) e o terreno natural no projeto, Processar loteamento executa todas as fases da infraestrutura, na ordem da obra:

  1. greides das vias;
  2. terraplenagem (vias e platôs dos lotes);
  3. drenagem pluvial: rede, dimensionamento e bocas de lobo;
  4. esgoto sanitário: rede e dimensionamento;
  5. rede de água: rede em malha e dimensionamento;
  6. energia e iluminação pública;
  7. pavimentação.

As redes usam as cotas das ruas acabadas (superfície projetada). Sem equação de chuva, a drenagem usa a do Atlas do SGB mais próxima e avisa. No fim aparece o resumo de cada fase com os avisos. Remover processamento apaga redes, energia, greides e a superfície projetada e mantém o parcelamento e o terreno.

Resumo do processamento
Resumo do processamento

Greides e terraplenagem

Greides das vias
Greides das vias

Terraplenagem
Terraplenagem

Pranchas

Pranchas gera o conjunto de desenhos do projeto num PDF vetorial, com folhas de A0 a A3 (NBR 10068), carimbo com o timbrado do escritório e as folhas numeradas (01/NN):

  1. Localização e situação: a planta de situação sobre a imagem de satélite ou a ortofoto do drone (GeoTIFF), com a grade UTM georreferenciada e os valores de E e N na moldura, vértices numerados, norte e escala gráfica; a planta de localização do entorno; o quadro de coordenadas da gleba (E, N, distância e azimute), área, perímetro e as notas do sistema de referência.
  2. Urbanística: a planta de parcelamento com quadro de áreas e quadras.
  3. Redes em planta: drenagem, esgoto e água sobre o parcelamento, com o nome e as cotas dos PVs, extensão, declividade e diâmetro de cada trecho, sentido do escoamento, bocas de lobo, lançamentos, quadro-resumo e notas.
  4. Perfis longitudinais no padrão ABNT/DNIT: escala horizontal 1:1000 e vertical 1:100, estacas a cada 20 m, terreno, geratrizes do tubo, PVs e a faixa de dados (PV, estaca, cotas do terreno e do fundo, profundidade, extensão, declividade e diâmetro).
  5. Detalhes de execução: seção-tipo das vias com as camadas do pavimento dimensionado, vala e reaterro, poço de visita, boca de lobo com o rebaixo, meio-fio e sarjeta e as ligações prediais.

Processe o loteamento antes, para as redes e os perfis entrarem no conjunto.

Pranchas: folhas, formato e imagem de fundo
Pranchas: folhas, formato e imagem de fundo

Exemplo: prancha de localização e situação (A1)
Exemplo: prancha de localização e situação (A1)

Análise e peças técnicas

Quadro e verificação
Quadro e verificação

Cenários
Cenários

DRENAGEM

Aba DRENAGEM
Aba DRENAGEM

  1. Chuva e critérios: equação de chuva (IDF) do local. Escolha uma estação do Atlas Pluviométrico do SGB (a mais próxima aparece primeiro) ou Calcular pela ANA, que baixa a série diária de um posto, ajusta Gumbel ou GEV e desagrega para chuvas curtas. Defina período de retorno, tempo de concentração inicial, coeficientes de escoamento, sarjetas (lâmina máxima, declividade transversal) e bocas de lobo (tipo, abertura, rebaixo junto à boca e eficiência).
  2. Gerar rede: PVs e galerias pelas ruas, com um lançamento em cada ponto baixo da divisa ou fim de rua. Selecione antes um ponto para fixar o lançamento.
  3. Lançamento e Diâmetro: marcam um PV como saída e impõem ou liberam o diâmetro de galerias.
  4. Dimensionar: método racional e Manning, com vazões, diâmetros, declividades, cotas e planilha.
  5. Bocas de lobo: verifica as sarjetas (Izzard, fator de redução DAEE/CETESB) e posiciona bocas e ramais.
  6. Perfis, Materiais e Memorial: perfis de cada ramo (no desenho e em PDF), lista de materiais e memorial em Word.

Chuva e critérios
Chuva e critérios

Resultado do dimensionamento
Resultado do dimensionamento

ÁGUA

Aba ÁGUA
Aba ÁGUA

  1. Parâmetros: consumo per capita, habitantes por lote, coeficientes do dia e da hora de maior consumo, pressões mínima e máxima, velocidade máxima e diâmetros comerciais (NBR 12218).
  2. Gerar rede: rede em malha em todas as ruas; selecione um ponto para o reservatório, ou o programa usa o ponto mais alto da divisa.
  3. Reservatório e Diâmetro: mudam o nó de carga fixa e impõem diâmetros.
  4. Dimensionar: cálculo da malha por Newton-Raphson (Hazen-Williams), pressões nos nós e diâmetros.
  5. Materiais e Memorial: tubos, conexões, registros, ligações prediais, vala e reservatório.

Parâmetros da rede de água
Parâmetros da rede de água

Resultado da rede de água
Resultado da rede de água

ESGOTO

Aba ESGOTO
Aba ESGOTO

  1. Parâmetros: contribuição, população, coeficiente de retorno, critérios da NBR 9649 (tensão trativa, lâmina máxima, recobrimento) e a opção vários lançamentos, uma bacia por ponto baixo, com elevatória onde precisar.
  2. Gerar rede: coletores em todas as ruas. Trechos que fechariam um circuito da malha ganham coletor próprio a partir de um terminal de limpeza (TIL). Com um lançamento só, o programa avisa quando a rede atravessa um espigão.
  3. Dimensionar: vazões de início e fim de plano, diâmetros, declividades, tensão trativa e planilha.
  4. Tratamento: dimensiona e compara fossa com filtro anaeróbio, UASB, lagoas e sistema australiano (NBR 7229, NBR 13969, CONAMA 430).
  5. Perfis, Materiais e Memorial.

Parâmetros do esgoto
Parâmetros do esgoto

Tratamento do esgoto
Tratamento do esgoto

Esgoto de cidade inteira

Para o sistema de esgotamento sanitário de um município inteiro, sem loteamento desenhado:

  1. Base do município (grupo *Cidade inteira*): escolha a UF e o município, o ano de início de operação e o alcance do plano (20 anos pela NBR 9648). O programa traz para o desenho o limite do município, os setores censitários com a população do Censo 2022 (IBGE) e as ruas do OpenStreetMap, e faz o estudo populacional (taxa geométrica entre o Censo e a estimativa mais recente do IBGE, ou a taxa que você informar). Na primeira vez ele baixa a população por setor do IBGE (arquivo nacional de cerca de 15 MB, guardado para as próximas vezes). Em seguida oferece o relevo de satélite (Copernicus 30 m), filtrado para tirar casas e árvores do modelo de superfície.
  2. A área de atendimento (camada CID_AREA_ATENDIMENTO) é editável: recorte-a para deixar um loteamento ainda vazio para uma etapa futura e importe de novo a base; a população de cada setor passa para as ruas que ficaram dentro. Os setores rurais dispersos ficam com solução individual.
  3. Gerar rede: com a base do município, a rede é traçada por todas as ruas atendidas. Cada parte da malha sem ligação por rua é um sistema; dentro dele, a rede cresce por gravidade enquanto nenhum poço passa da profundidade máxima (Parâmetros); o que ficaria mais fundo vira outra bacia de esgotamento, com estação elevatória (EEE) no ponto baixo e linha de recalque pelas ruas até a rede. Selecione pontos antes para fixar os lançamentos.
  4. Dimensionar: a população de cada coletor vem da densidade das ruas; as vazões recalcadas entram no PV de chegada. O resultado lista as elevatórias dimensionadas pela NBR 12208 (vazão, recalque por Bresse, altura manométrica, potência e volume útil do poço).
  5. Documentos do pleito: gera numa pasta a lista de peças do Ministério das Cidades (com o que foi gerado e o que falta, do projetista e do município), o estudo de concepção (NBR 9648, com as alternativas de uma ETE por sistema ou ETE única com reversão), o memorial descritivo e de cálculo, a planilha de cálculo, as pranchas (planta geral com a articulação, folhas da rede em 1:2.000, perfis e detalhes), a lista de materiais e, com o banco SINAPI importado na aba ORÇAMENTO, a planilha orçamentária com BDI e curva ABC.
  1. Elevatórias e ETE (grupo *Peças técnicas*, vale também para loteamento): gera a memória de cálculo em Word e as pranchas em PDF (A2) do detalhamento. Para cada estação elevatória: poço úmido (diâmetro, altura e volume úteis, ciclo de partidas, detenção), níveis de liga, desliga, alarme e fundo, bombas (1 + 1), recalque em PEAD, altura manométrica, potência, curva do sistema e golpe de aríete, com o detalhe-tipo em planta e corte e o quadro de todas as elevatórias. Para cada estação de tratamento: tratamento preliminar (grade, desarenador, calha Parshall), reator ou tanque séptico com filtro, lodo e leitos de secagem, biogás, fluxograma, arranjo em escala com o terreno necessário e o corte esquemático. Os Documentos do pleito já incluem essas duas peças.

O estudo com relevo de satélite serve à concepção; o projeto básico pede levantamento planialtimétrico (NBR 13133), sondagens e os projetos complementares das elevatórias e da ETE, que a lista de peças aponta como pendentes.

ENERGIA

Aba ENERGIA
Aba ENERGIA

Parâmetros de energia
Parâmetros de energia

PAVIMENTAÇÃO

Aba PAVIMENTAÇÃO
Aba PAVIMENTAÇÃO

Parâmetros da pavimentação
Parâmetros da pavimentação

Estruturas de pavimento
Estruturas de pavimento

ESTRADAS

Aba ESTRADAS
Aba ESTRADAS

Para estradas vicinais e acessos:

  1. Eixo: a polilinha selecionada vira eixo de estrada, com classe, plataforma, taludes e pavimento.
  2. Curvas: curvas horizontais circulares nos vértices (raio mínimo da classe).
  3. Greide: sugerido pela rampa máxima e K mínimo da classe, ou editado.
  4. Calcular: seções, volumes, Brückner, pavimento, drenagem superficial e bueiros nos talvegues; notas de serviço, seções em PDF e memorial.

OAE

Pontes e passagens molhadas: do estudo da cheia às peças do pleito.

  1. Eixo da travessia: selecione a polilinha desenhada de uma margem à outra pelo eixo da estrada. O programa lê a seção do rio no terreno ao longo dela. Sem superfície, a seção topobatimétrica é digitada em Dados da obra.
  2. Bacia: indique o ponto da travessia no talvegue. A área, o talvegue e o desnível da bacia vão para os dados da obra. O levantamento da obra quase nunca cobre a bacia inteira: quando ela passa do terreno carregado (ou o projeto não tem terreno), o programa oferece buscar o relevo regional pela localização. Ele baixa o Copernicus (ESA) em volta do ponto, aumenta a área enquanto a bacia encostar na borda e, quando ela fecha, refaz a conta na grade mais fina que couber (30 m nas bacias pequenas). O contorno e o talvegue entram no desenho e a fonte é citada no memorial. É modelo de superfície, com erro vertical de 2 a 4 m: confira o contorno sobre a imagem de satélite (F9), principalmente em relevo plano. Com a bacia fechada, o programa oferece estimar também o CN e o C pela localização: cruza o uso do solo (ESA WorldCover, 10 m, de 2021) com o mapa de solos do IBGE (BDIA, 1:250.000), enquadra cada solo no grupo hidrológico A a D (Sartori, Lombardi Neto e Genovez, 2005), aplica os CN das tabelas do NRCS (TR-55, condição de umidade II) e pondera pela área. O C do método racional segue o mesmo caminho, com as faixas da Tabela 39 do Manual de Drenagem de Rodovias do DNIT (IPR-724): áreas florestais 0,10 a 0,25, prados e campinas 0,10 a 0,40, terrenos cultivados 0,15 a 0,40, solos sem revestimento 0,10 a 0,30 (permeabilidade moderada) ou 0,40 a 0,65 (baixa); a área construída vem da Tabela 24 do Manual de Hidrologia Básica (IPR-715), 0,60 a 0,75. Dentro de cada faixa, o programa usa o mínimo no solo do grupo A e o máximo no do grupo D; a declividade do terreno não entra. O memorial traz a tabela de uso do solo, grupo, área, CN e C. São valores de partida: confira em Dados da obra com o que você conhece do local (se alterar o CN ou o C à mão, a tabela sai do memorial). Se o servidor do IBGE não responder, o programa pede o grupo do solo e calcula só com o uso do solo. Para rio grande com estudo próprio, digite a área ou as vazões em Dados da obra.
  3. Dados da obra: o tipo (passagem molhada, ponte em laje, em vigas de concreto armado, em vigas pré-moldadas protendidas ou mista de aço e concreto) e o nível do cálculo (só hidrologia, hidráulica e geometria; pré-dimensionamento com verificações; cálculo estrutural completo). Abas para a bacia e a chuva, a seção do rio, a passagem molhada, a ponte e as fundações (sondagem SPT por metro).
  4. Calcular: vazões para vários tempos de recorrência (método racional até 4 km², com coeficiente de distribuição até 10 km² e hidrograma unitário do SCS acima disso; no hidrograma, a chuva da equação, que é de um posto, é reduzida pelo fator de área do DNIT, FA = 1 − 0,10 · log(A / 25), a partir de 25 km²), nível da cheia na seção do rio e a obra:

- Passagem molhada: capacidade dos bueiros mais o galgamento da pista, lâmina e velocidade sobre a pista em cada cheia, trafegabilidade, estabilidade do corpo (tombamento, deslizamento, flutuação, tensões e percolação) e a proteção de jusante (bacia de dissipação e enrocamento). - Ponte: tempo de recorrência e folga pela Instrução Normativa nº 8/2026 do DNIT, abertura pela velocidade, remanso, folga sob a superestrutura, erosão nos encontros e pilares, greide, vãos, superestrutura pelas cargas da NBR 7188 (TB-450 ou TB-240) com linhas de influência, aparelhos de apoio, encontros, pilares e fundações em estacas ou tubulões pela sondagem (Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma). A obra é desenhada em planta sobre o eixo e no perfil da travessia ao lado do desenho.

  1. Memorial, Pranchas (perfil da travessia e seção transversal-tipo) e Documentos do pleito: memorial, pranchas, quantitativos, orçamento (com o banco SICRO ou SINAPI importado) e a lista de peças por órgão: Defesa Civil (MIDR), Transferegov e CAIXA, DNIT, Codevasf e ações de estradas vicinais.

Os quantitativos da obra entram no ORÇAMENTO. O programa entrega estudo e pré-dimensionamento: levantamento topobatimétrico, sondagens em cada apoio e o detalhamento executivo da estrutura continuam necessários, e o memorial lista esses limites.

Em bacia grande o cálculo avisa: acima de 1000 km² pede a conferência da vazão com estudo regional, e acima de 5000 km² diz que o resultado é só indicativo, porque o hidrograma unitário com a chuva de um posto não representa açudes nem a propagação da cheia. Nesses rios, informe em Dados da obra as vazões de um estudo hidrológico próprio (série fluviométrica, regionalização).

SONDAGEM

A aba SONDAGEM programa os furos, gera o documento que vai para a empresa de sondagem e guarda o resultado de cada furo.

  1. Marcar furos: clique no desenho em cada ponto a sondar (Esc termina). Cada furo ganha um nome (SP-01, SP-02…), o símbolo no desenho e a cota lida da superfície do projeto no ponto.
  2. Furos automáticos: selecione a polilinha fechada com a projeção da edificação ou com a área a investigar (sem seleção, vale a gleba do loteamento) e escolha o critério da ABNT NBR 8036. Para edificação, a quantidade sai da área da projeção em planta: uma sondagem a cada 200 m² até 1200 m², uma a cada 400 m² entre 1200 e 2400 m², com o mínimo de duas até 200 m² e de três até 400 m²; acima de 2400 m² a norma manda fixar pelo plano da construção e o programa segue com uma a cada 400 m², para você confirmar. Para área sem implantação definida (loteamento, estudo preliminar), a distância máxima entre furos é de 100 m, com o mínimo de três. Os furos são distribuídos igualmente pela área e, quando são mais de três, não ficam num mesmo alinhamento.
  3. Furos da obra de arte: com a ponte ou a passagem molhada calculada, o programa propõe um furo em cada encontro e em cada pilar da ponte, ou nas pontas e no meio da passagem molhada, sobre o eixo da travessia.
  4. Furos: a tabela com nome, coordenadas, cota, profundidade mínima e tipo (percussão com SPT, mista, rotativa ou trado) de cada furo, o nome da obra, a finalidade e o texto de execução e paralisação. Remova aqui o furo que não quiser.
  5. Memorial descritivo: documento em Word para enviar à executora, com o objeto, o sistema de coordenadas, a tabela de locação (E, N, latitude, longitude, cota e profundidade mínima de cada furo), as normas, as condições de execução e os produtos a entregar. Depois da tabela vem o croqui de locação: os furos com os nomes sobre a imagem de satélite georreferenciada, a malha de coordenadas na moldura, o norte, a escala gráfica e a lista com o E e o N de cada furo, para a executora achar os pontos no campo. Sem internet ou sem sistema de coordenadas, o croqui sai só com a malha. Sai com o seu timbre e a sua assinatura.
  6. Pontos (CSV e KML): a mesma lista em planilha e em KML, para o GPS de campo e o Google Earth.
  7. Boletim: quando a sondagem voltar, lance o N do SPT de cada metro, o nível d'água e o impenetrável de cada furo. Marque a opção para levar o furo às fundações da obra de arte.

A profundidade mínima e o critério de paralisação são decisão do projetista: o programa sugere 15 m e um texto que remete à NBR 6484, e você ajusta em Furos. As cotas da tabela são de referência; a executora nivela a boca de cada furo.

ORÇAMENTO

Aba ORÇAMENTO
Aba ORÇAMENTO

  1. Banco de preços: importe o SINAPI, o SICRO ou a tabela do escritório (CSV ou XLSX com código, descrição, unidade e preço), defina o BDI e a referência.
  2. Orçamento: a planilha junta os quantitativos de todos os módulos. Antes de abrir, o programa confere se alguma rede falta ou não cobre as ruas, se faltam bocas de lobo e qual pavimento cada tipo de via recebeu. Dê duplo clique num serviço para escolher o item do banco. Saídas em PDF e XLSX, e a lista de serviços para precificar.
  3. Viabilidade: fluxo de caixa do empreendimento com VPL, TIR, payback e exposição máxima.

Banco de preços
Banco de preços

Planilha orçamentária
Planilha orçamentária

Viabilidade
Viabilidade

EXPORTAR

PROJETO

Aba PROJETO
Aba PROJETO

Identidade do escritório
Identidade do escritório

Vista 3D
Vista 3D

AJUDA

Aba AJUDA
Aba AJUDA

Suporte
Suporte

Atalhos e comandos

Teclas

TeclaAção
Ctrl+N, Ctrl+O, Ctrl+SNovo, Abrir, Salvar
Ctrl+Shift+SSalvar como
Ctrl+Z, Ctrl+YDesfazer, Refazer
DelApagar a seleção
Ctrl+EZoom na extensão
F1Suporte
F3OSNAP (captura de pontos)
F8ORTHO (só horizontal e vertical)
F9Imagem de satélite de fundo
EscCancela o comando em andamento
Enter (linha vazia)Repete o último comando

Comandos da linha de comando

ComandoAção
LLinha
PLPolilinha
CCírculo
AArco
POPonto
TTexto
MMover
E ou DELApagar
DIDistância
IDCoordenada
Z, ZEZoom na extensão
UDesfazer
REFAZERRefazer
LACamadas

Coordenadas digitadas

EntradaSignificado
250000;9120000ponto absoluto (E;N); vírgula também separa
@10;5deslocamento a partir do último ponto
25<45distância e ângulo a partir da origem
@25<45distância e ângulo a partir do último ponto
25com a linha em andamento, distância na direção do cursor

Colunas coladas de uma planilha (separadas por tabulação) também valem como coordenadas.

Perguntas frequentes

O programa abriu em somente leitura. A licença venceu ou o teste acabou. Use AJUDA ▸ Licença para ativar a chave ou renovar por PIX.

As redes ficaram com PVs muito fundos. Confira se as ruas estão ligadas entre si e se cada encosta tem o seu lançamento. No esgoto, marque "vários lançamentos" nos Parâmetros quando o terreno tem espigão.

O orçamento saiu com quantidades estranhas. Depois de mudar o traçado, gere as redes de novo (ou use Processar loteamento). O Orçamento avisa quando uma rede não cobre as ruas.

Não aparece a imagem de satélite. A imagem precisa de internet e da licença ativa. Aperte F9 de novo depois de conectar.

Como mando um problema para o suporte? AJUDA ▸ Suporte (F1): descreva o que aconteceu, clique em Gerar pacote de suporte e envie para contato@blockinfra.com.br.